
A segunda ponte sobre o arroio Dilúvio, que compõe a expansão do sistema viário à beira do Guaíba e levou 18 meses para ficar pronta, estará aberta ao tráfego na segunda-feira. A garantia foi dada ontem pelo secretário municipal de Obras e Viação, Mauro Zacher, assegurando que detalhes finais do projeto serão concluídos até o fim de semana. Faltam iluminação e colocação de gradil entre os acessos laterais de pedestres e as três pistas que conectam os trechos 1 e 2 da duplicação da avenida Edvaldo Pereira Paiva e os alargamentos da avenida Ipiranga. A obra custou R$ 5 milhões, bancados por emendas de parlamentares. O projeto estava definido antes mesmo da escolha da Capital como uma das 12 subsedes da competição.
Os 14 projetos somam R$ 888 milhões, entre novo sistema de corredores de ônibus, viadutos, túneis e duplicações de avenidas, foram declarados pelo prefeito José Fortunati, como excluídos da matriz. Mas no Portal da Transparência, do governo federal, e no próprio site Transparência na Copa, atualizado pelo município, todas as melhorias se mantêm vinculadas ao Mundial. “Vai abrir dia 15”, prometeu Zacher, admitindo que a ligação está sendo muito aguardada. Em nota, a EPTC informou que finaliza a sinalização e que não haveria data de liberação ao trânsito. O engenheiro responsável pela obra pela EPT Engenharia (que compõe o consórcio com a Promon), Ciro Matte, esclareceu que faltam “retoques”. Operários ocupavam-se em fazer marcações finais na pavimentação. Sinalizações horizontais e verticais (semáforos) foram concluídas. “O que estava no projeto está feito, e estamos desmobilizando o canteiro”, avisou Matte. O coordenador das obras da Copa pela prefeitura, Rogério Baú, confirmou que o plano é liberar o tráfego na segunda, mas o condicionou à instalação da proteção a pedestres, atendendo a normas de segurança.
A prefeitura de Porto Alegre também recebeu o primeiro pedido de aditivo para elevar o valor de um contrato do rol de 14 obras de mobilidade que estão na matriz de responsabilidade da Capital para receber a Copa do Mundo de 2014. A empreiteira Arteleste, com sede em Curitiba (PR), executa o viaduto da rodoviária, avaliado em R$ 31,5 milhões, com prazo de conclusão previsto para novembro. O engenheiro responsável pela implantação, Marlos Gonçalves Barbosa, não informou o valor que foi pedido às secretarias que monitoram as obras. Rogério Baú confirmou que é o primeiro aditivo solicitado. A Smov analisa o pedido.
Sobre o aditivo (que pode chegar a 25% do valor do empreendimento, conforme a Lei 8.666, das licitações públicas), Barbosa explicou que servirá para cobrir custos para serviços de alteração nas ligações elétricas e de equipamentos da CEEE e da rede de água existentes no traçado, que conectará as avenidas Júlio de Castilhos e Castelo Branco, reduzindo engarrafamentos na região. O engenheiro ressaltou que as interferências geradas pela infraestrutura não foram previstas no projeto original. “Precisamos da garantia de que o custo será coberto”, justificou Barbosa, que aguarda a resposta.
O ajuste poderá não ser o único do contrato. Os técnicos da construtora analisam a alteração na instalação de uma viga cujas fundações alcançam a escada de acesso ao Trensurb. Barbosa disse que a solução existente no projeto ocasionará transtornos a usuários. A EPTC e o comitê da Copa teriam solicitado alternativas. O engenheiro da Arteleste apontou ainda que aguarda a interrupção de uma das vias da Júlio de Castilhos para avançar na instalação do conjunto de vigas. “A partir de agora, se não liberar, cada dia será crítico para o cronograma até novembro”, vinculou Barbosa. Cerca de 40% estão concluídos. Baú descartou ampliar o trancamento da avenida, ante o efeito para a mobilidade.
Fonte: JCRS
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